{"id":40562,"date":"2022-09-28T09:09:31","date_gmt":"2022-09-28T12:09:31","guid":{"rendered":"http:\/\/apub.org.br\/?p=40562"},"modified":"2022-09-28T09:20:39","modified_gmt":"2022-09-28T12:20:39","slug":"28-de-setembro-dia-latino-americano-e-caribenho-de-luta-pela-descriminalizacao-do-aborto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/28-de-setembro-dia-latino-americano-e-caribenho-de-luta-pela-descriminalizacao-do-aborto\/","title":{"rendered":"28 de setembro &#8211; Dia latino-americano e caribenho de luta pela descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto"},"content":{"rendered":"\n<p>Nesta data, Dia Latino-americano e Caribenho de Luta pela descriminaliza\u00e7\u00e3o do Aborto, \u00e9 preciso denunciar que, no Brasil, a criminaliza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do aborto expressa a rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre patriarcado, racismo e capitalismo. Sua manuten\u00e7\u00e3o perpetua uma pol\u00edtica de Estado que vem sendo respons\u00e1vel por criminalizar e\/ou levar milhares de mulheres e pessoas que abortam \u00e0 morte, sendo elas majoritariamente negras (de acordo com o IBGE, constitui-se pela popula\u00e7\u00e3o preta e parda) e pobres. Seja por conta do abortamento em condi\u00e7\u00f5es inseguras e precarizadas pela ilegalidade, seja por esbarrarem com o racismo institucional nos servi\u00e7os de sa\u00fade que recebem pessoas em situa\u00e7\u00e3o de abortamento (espont\u00e2neo ou n\u00e3o) ou at\u00e9 mesmo a nega\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e ao aborto previsto em lei. Lembremos que h\u00e1 pouco tempo, acompanhamos a repercuss\u00e3o em torno do caso de uma crian\u00e7a de 11 anos, gr\u00e1vida ap\u00f3s ser estuprada, que teria seu direito negado por uma ju\u00edza, em Santa Catarina, se n\u00e3o fosse a luta e mobiliza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>No pa\u00eds, estima-se que ocorrem, aproximadamente, 1 milh\u00e3o de abortos induzidos anualmente; e uma mulher morre a cada 2 dias por aborto inseguro, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade de 2018. Al\u00e9m disso, o aborto est\u00e1 entre as quatro principais causas de morte materna (aquelas ocorridas em gesta\u00e7\u00e3o ou 42 dias ap\u00f3s o parto) no Brasil, sendo uma causa evit\u00e1vel. A pr\u00e1tica do aborto \u00e9 uma realidade, ainda que seja tratada com hipocrisia, subnotificada ou ocultada pela criminaliza\u00e7\u00e3o. Quem tem dinheiro, paga abortos seguros. Pessoas religiosas abortam; ou que j\u00e1 t\u00eam filhos, casadas, jovens e adultas tamb\u00e9m abortam. Mas enquanto isso, o tema \u00e9 tratado publicamente com moralismo e baseado em concep\u00e7\u00f5es religiosas para justificar o controle e a hostilidade mis\u00f3gina e racista contra os corpos, a sexualidade e os direitos reprodutivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da den\u00fancia, \u00e9 preciso reafirmar que este dia de luta marca a defesa da vida e da liberdade das mulheres e de todas as pessoas decidirem sobre seus corpos e seus destinos. J\u00e1 se sabe que, em muitos pa\u00edses, a legaliza\u00e7\u00e3o da interrup\u00e7\u00e3o da gravidez, quando pensada tamb\u00e9m como pol\u00edtica de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, reduz n\u00e3o s\u00f3 a mortalidade, mas os n\u00fameros de abortos realizados. E por tudo isso, o GT Direitos Humanos da APUB lembra o que j\u00e1 vem nos ensinando o movimento feminista em todo o mundo: educa\u00e7\u00e3o sexual para todas\/os\/es para prevenir, contraceptivos para n\u00e3o engravidar e aborto legal e seguro para n\u00e3o morrer.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta data, Dia Latino-americano e Caribenho de Luta pela descriminaliza\u00e7\u00e3o do Aborto, \u00e9 preciso denunciar que, no Brasil, a criminaliza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do aborto expressa a rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre patriarcado, racismo e capitalismo. Sua manuten\u00e7\u00e3o perpetua uma pol\u00edtica de Estado que vem sendo respons\u00e1vel por criminalizar e\/ou levar milhares de mulheres e pessoas que abortam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40563,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[530,146],"tags":[],"class_list":["post-40562","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques-1","category-latest-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40562"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40562\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40565,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40562\/revisions\/40565"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}