{"id":38858,"date":"2022-06-17T12:31:06","date_gmt":"2022-06-17T15:31:06","guid":{"rendered":"http:\/\/apub.org.br\/?p=38858"},"modified":"2022-06-17T12:39:49","modified_gmt":"2022-06-17T15:39:49","slug":"nota-de-denuncia-e-pesar-pela-vida-de-quem-luta-e-pela-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/nota-de-denuncia-e-pesar-pela-vida-de-quem-luta-e-pela-natureza\/","title":{"rendered":"Nota de den\u00fancia e pesar pela vida de quem luta e pela natureza"},"content":{"rendered":"\n<p>Com tristeza e indigna\u00e7\u00e3o, acompanhamos o desfecho das buscas pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista Dom Phillips, ambos dedicados defensores da Amaz\u00f4nia, do meio ambiente e dos direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dois companheiros foram mortos n\u00e3o somente pelo descaso do Estado. Eles, assim como tantos outros lutadores, foram criminalizados e assassinados pela gan\u00e2ncia e viol\u00eancia do sistema capitalista e seu modo de desenvolvimento predat\u00f3rio, explorat\u00f3rio, racista e sem limites, tendo o governo brasileiro como principal executor desse projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos que n\u00e3o \u00e9 recente que o Brasil ostenta, infelizmente, a posi\u00e7\u00e3o de 4\u00ba pa\u00eds que mais criminaliza e mata defensores e defensoras de direitos humanos no mundo. Mas \u00e9 ineg\u00e1vel o aumento, nos \u00faltimos anos, da viol\u00eancia contra ambientalistas e contra lutadores\/as por direitos. Somente, em 2020, ao menos 20 ativistas ambientais foram mortos, segundo dados da organiza\u00e7\u00e3o internacional Global Witness. J\u00e1 o relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) divulgado em abril, aponta que o n\u00famero de mortes em conflitos nas zonas rurais do pa\u00eds aumentou 1.000% entre 2020 e 2021.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Amaz\u00f4nia, especialmente, concentrou 52% de todos os conflitos por terra do pa\u00eds no ano passado. Nos nove estados que comp\u00f5em a Amaz\u00f4nia Legal aconteceram 80% dos assassinatos decorrentes dos conflitos. E as v\u00edtimas s\u00e3o principalmente oriundas das comunidades e povos (ind\u00edgenas, quilombolas, camponeses, ribeirinhos, pescadores e outros), respons\u00e1veis por manter as florestas em p\u00e9, por garantir a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade, a preserva\u00e7\u00e3o dos biomas, porque isso tudo faz parte dos seus modos de vida. Elas v\u00eam denunciando sistematicamente o desmatamento, as invas\u00f5es de garimpeiros, madeireiros, narcotraficantes, do agrohidroneg\u00f3cio e das mineradoras que se sentem respaldadas e legitimadas pelas a\u00e7\u00f5es do governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, tantas viola\u00e7\u00f5es e crimes n\u00e3o podem ser desvinculados do desmonte acelerado e irregular da legisla\u00e7\u00e3o e de todo aparato de prote\u00e7\u00e3o ambiental e dos povos. Assim, o governo federal deve ser responsabilizado por executar diretamente um projeto de genoc\u00eddio, etnoc\u00eddio e de espolia\u00e7\u00e3o da natureza em favor de empresas e empreendimentos, legalizados ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio de brutalidade e trag\u00e9dias, n\u00e3o podemos nos calar nem nos render ao desespero. \u00c9 preciso resistir e insistir em outro projeto de pa\u00eds e de desenvolvimento, onde caibam a diversidade dos povos e as florestas em p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por nossos mortos, nenhum minuto de sil\u00eancio. E por nosso futuro, uma vida inteira de luta.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com tristeza e indigna\u00e7\u00e3o, acompanhamos o desfecho das buscas pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista Dom Phillips, ambos dedicados defensores da Amaz\u00f4nia, do meio ambiente e dos direitos humanos. Esses dois companheiros foram mortos n\u00e3o somente pelo descaso do Estado. Eles, assim como tantos outros lutadores, foram criminalizados e assassinados pela gan\u00e2ncia e viol\u00eancia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38859,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[146],"tags":[],"class_list":["post-38858","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-latest-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38858","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38858"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38858\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38861,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38858\/revisions\/38861"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38859"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}