{"id":35315,"date":"2021-08-17T12:39:32","date_gmt":"2021-08-17T12:39:32","guid":{"rendered":"http:\/\/apub.org.br\/?p=35315"},"modified":"2021-08-30T12:30:04","modified_gmt":"2021-08-30T12:30:04","slug":"brasil-na-contramao-do-mundo-enquanto-aqui-se-vende-la-fora-se-reestatiza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/brasil-na-contramao-do-mundo-enquanto-aqui-se-vende-la-fora-se-reestatiza\/","title":{"rendered":"Brasil na contram\u00e3o do mundo: enquanto aqui se vende, l\u00e1 fora se reestatiza"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/apub.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/brasil-na-contramao-do-mundo-enquanto-aqui-se-vende-la-fora-se-reestatiza-1024x538.jpg\" alt=\"Brasil na contram\u00e3o do mundo: enquanto aqui se vende, l\u00e1 fora se reestatiza\" class=\"wp-image-35316\" width=\"1020\" height=\"536\" srcset=\"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/brasil-na-contramao-do-mundo-enquanto-aqui-se-vende-la-fora-se-reestatiza-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/brasil-na-contramao-do-mundo-enquanto-aqui-se-vende-la-fora-se-reestatiza-300x158.jpg 300w, https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/brasil-na-contramao-do-mundo-enquanto-aqui-se-vende-la-fora-se-reestatiza-768x403.jpg 768w, https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/brasil-na-contramao-do-mundo-enquanto-aqui-se-vende-la-fora-se-reestatiza.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1020px) 100vw, 1020px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ter um olhar agu\u00e7ado ou ser um especialista no assunto. Basta uma r\u00e1pida olhada no chamado Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo para concluir: o Brasil est\u00e1 \u00e0 venda. Pode parecer clich\u00ea, mas n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente em 2021, h\u00e1 uma lista com nada mais, nada menos, que 115 \u201cativos\u201d que poder\u00e3o passar para as m\u00e3os da iniciativa privada. A extensa lista vai desde parque florestais, passando por projetos de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, at\u00e9 a privatiza\u00e7\u00e3o de grandes e importantes empresas, como os Correios.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra grande empresa que estava na lista \u00e9 a Eletrobras, a maior empresa de energia da Am\u00e9rica Latina. A sua venda foi aprovada em uma manobra feita pelo Congresso Nacional com o apoio do Pal\u00e1cio do Planalto que, segundo especialistas do setor, deve tornar a conta de luz mais salgada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, a linha do governo \u00e9 clara: vender, vender e vender. Enquanto aqui o \u201cmantra\u201d \u00e9 o Estado M\u00ednimo, l\u00e1 fora, a hist\u00f3ria \u00e9 outra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que n\u00e3o seguir o exemplo dos pa\u00edses mais desenvolvidos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De 2000 a 2017, em 58 pa\u00edses mundo afora foram criados ou reestatizados 1408 servi\u00e7os e empresas. Os n\u00fameros s\u00e3o do TNI (Transnational Institute, sediado na Holanda) no \u00faltimo estudo conhecido no planeta sobre reestatiza\u00e7\u00f5es, divulgado em julho de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso aconteceu, inclusive, em pa\u00edses de tradi\u00e7\u00e3o liberal, como Estados Unidos (230 casos), Reino Unido (111 casos) e Alemanha (411 casos), por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo revela ainda outro dado interessante: 80% das reestatiza\u00e7\u00f5es aconteceram de 2009 em diante. Ou seja: h\u00e1 uma tend\u00eancia mundial recente para que o Estado volte a oferecer os servi\u00e7os de maneira direta para o cidad\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E qual seria o motivo dessa \u201creviravolta\u201d mundial? A resposta \u00e9 simples: os servi\u00e7os estavam mais caros e ruins. Em vez de universalizar, estava excluindo as pessoas, negando a elas o acesso ao bem ou servi\u00e7o que, em sua ess\u00eancia, \u00e9 p\u00fablico. E se \u00e9 p\u00fablico, deveria ser para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso da Eletrobr\u00e1s. A sua venda vai prejudicar milhares de brasileiros. N\u00e3o s\u00f3 pela qualidade dos servi\u00e7os que devem piorar, mas tamb\u00e9m pelo pre\u00e7o a ser cobrado, que vai aumentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, sem falar nas pol\u00edticas p\u00fablicas que deixar\u00e3o de existir. S\u00e3o elas que levam, para os brasileiros que vivem nos lugares mais remotos do pa\u00eds e nas periferias das grandes cidades, luz de qualidade a pre\u00e7o acess\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A prioriza\u00e7\u00e3o do lucro n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com as necessidades da sociedade. Sobretudo, das camadas mais carentes e desassistidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil segue na contram\u00e3o do mundo. N\u00e3o s\u00f3 no tocante aos servi\u00e7os p\u00fablicos, mas tamb\u00e9m na defesa de direitos e da democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: APUB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ter um olhar agu\u00e7ado ou ser um especialista no assunto. Basta uma r\u00e1pida olhada no chamado Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo para concluir: o Brasil est\u00e1 \u00e0 venda. Pode parecer clich\u00ea, mas n\u00e3o \u00e9. 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