{"id":21540,"date":"2017-04-27T20:26:39","date_gmt":"2017-04-27T20:26:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.apub.org.br\/?p=21540"},"modified":"2017-04-27T20:33:27","modified_gmt":"2017-04-27T20:33:27","slug":"ii-simposio-sos-brasil-soberano-mesa-discute-como-desenvolver-o-pais-e-promover-a-igualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.apub.org.br\/siteantigo\/ii-simposio-sos-brasil-soberano-mesa-discute-como-desenvolver-o-pais-e-promover-a-igualdade\/","title":{"rendered":"II Simp\u00f3sio SOS Brasil Soberano discute como desenvolver o pa\u00eds e promover a igualdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Com o tema Engenharia, Tecnologia e aproveitamento dos recursos naturais do Brasil, come\u00e7ou na manh\u00e3 desta quinta-feira (27), no audit\u00f3rio Leopoldo Amaral, da Escola Polit\u00e9cnica da UFBA, o II Simp\u00f3sio SOS Brasil Soberano. O evento, \u00e9 uma iniciativa do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e da Federa\u00e7\u00e3o Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e, a edi\u00e7\u00e3o de Salvador foi coordenada pelo Sindicato dos Engenheiros da Bahia (Senge-BA) e pelo Sindicato dos professores da Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior da Bahia (Apub).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cerim\u00f4nia de abertura contou com a presen\u00e7a do presidente do Senge-BA, Engenheiro Civil Ubiratan F\u00e9lix, a presidenta da Apub Sindicato Luciene Fernandes, Eleonora Mascia, da Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Arquitetos e Urbanistas\/FNA, o presidente do Instituto Polit\u00e9cnico da Bahia Caiuby Alves, o presidente da Fisenge Cl\u00f3vis Nascimento, o presidente do Crea-BA, Marco Amigo, a deputada estadual Maria del Carmen, Tatiana Dum\u00eat, Diretora da Escola Polit\u00e9cnica e Manoel Barretto \u2013 Ex-presidente da CPRM, ex-diretor do Senge\/BA e Fisenge, Coordenador do SOS Brasil Soberano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira Mesa, intitulada \u201cO papel das Empresas Estatais e Privadas no pa\u00eds Soberano\u201d tratou de temas relacionados ao desenvolvimento econ\u00f4mico e industrial brasileiro e como este estaria atrelado \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais. O professor e historiador Valter Pomar exp\u00f4s em sua fala que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds no qual o capitalismo se caracterizou pela superexplora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho e pela subordina\u00e7\u00e3o dos capitais de m\u00e9dio e pequeno porte aos oligop\u00f3lios. Para ele, \u00e9 o foco na busca por igualdade, no sentido de justi\u00e7a social, que nos permitir\u00e1 atingir a soberania e a democracia. \u201cUm pa\u00eds que n\u00e3o tem coes\u00e3o social n\u00e3o consegue construir soberania\u201d, afirmou. Disse ainda que \u00e9 papel do estado realinhar as empresas p\u00fablicas para que se tenha uma hegemonia do estado na economia, a exemplo da China, e n\u00e3o uma economia estatizada, exemplo da ex-URSS. Para isso \u00e9 fundamental fortalecer as pequenas e m\u00e9dias empresas e enfrentar o difundido preconceito de que empresas p\u00fablicas s\u00e3o necessariamente ineficientes, tecnocratas e palcos para a corrup\u00e7\u00e3o. Sobre este ponto, defendeu que a corrup\u00e7\u00e3o deve ser combatida duramente, por\u00e9m fez cr\u00edticas \u00e0 condu\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, classificando-a de antinacional. Por fim, declarou a necessidade de elevar os padr\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para que \u201cos temas da soberania nacional sejam temas de massa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ge\u00f3logo e um dos respons\u00e1veis pela descoberta do pr\u00e9-sal, Guilherme Estrella, explorou o lugar no Brasil na geopol\u00edtica mundial destacando que a situa\u00e7\u00e3o atual de desmonte de setores estrat\u00e9gicos para o desenvolvimento econ\u00f4mico tem origem tamb\u00e9m em interesses internacionais. Ele faz um breve hist\u00f3rico do papel tradicionalmente secund\u00e1rio ocupado pelo pa\u00eds durante as grandes revolu\u00e7\u00f5es industriais \u2013 \u201co Brasil n\u00e3o participou da primeira revolu\u00e7\u00e3o industrial porque n\u00e3o tinha carv\u00e3o\u201d; \u201cmetade do s\u00e9culo XX foi o \u2018caf\u00e9-com-leite\u2019\u201d, exemplificou \u2013 e enfatizou que o pr\u00e9-sal \u00e9 uma oportunidade para mudar essa l\u00f3gica. Mas alertou: \u201co pior que pode acontecer a um pa\u00eds \u00e9 deixar que suas oportunidades se transformem em amea\u00e7a\u201d. Para ele, \u201cestamos convivendo com a desagrega\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro\u201d e reafirmou que sem luta, n\u00e3o haver\u00e1 um Brasil soberano para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iniciando com uma chamada aos sindicatos sobre a necessidade de ir al\u00e9m das pautas corporativas, Lu\u00eds Fernandes (professor do Instituto Rio Branco, do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores), apontou que, especialmente na \u00e1rea da engenharia, o destino da categoria depende do projeto nacional. Sua exposi\u00e7\u00e3o tratou da import\u00e2ncia do reconhecimento das empresas privadas como integrantes do poder nacional. Ele criticou a criminaliza\u00e7\u00e3o de empresas que representam os interesses do Brasil no exterior e alertou que para socializar riquezas \u00e9 necess\u00e1rio primeiro produzi-las. Criticou tamb\u00e9m o governo atual por impor um projeto \u201cantinacional\u201d e destacou que \u201co desmascaramento da instrumentaliza\u00e7\u00e3o hip\u00f3crita da bandeira do combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 uma de nossas pautas de luta em defesa do Brasil\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abordando a necessidade de desenvolvimento e crescimento tecnol\u00f3gico e industrial, o contra-almirante e Engenheiro Naval Alan Paes Leme, apontou que a ind\u00fastria brasileira n\u00e3o tem sido capaz de suprir a sociedade como um todo. Usando especialmente exemplos oriundos da sua experi\u00eancia na ind\u00fastria naval, Paes Leme alertou para a situa\u00e7\u00e3o de importador de tecnologia do Brasil; para ele, o pa\u00eds precisa investir em inova\u00e7\u00e3o e em novos sistemas de organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o para ser capaz de ascender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesa foi encerrada com a participa\u00e7\u00e3o do jornalista Fernando Brito do blog \u201cTijola\u00e7o\u201d que iniciou apontando o mito de que as empresas estatais tendem a ser mais corruptas que as privadas. Ele afirmou que, no cen\u00e1rio atual, \u00e9 poss\u00edvel a conviv\u00eancia do estatal e do privado, at\u00e9 porque a pol\u00edtica do estado \u00e9 essencial para o setor privado. Criticou a classe industrial brasileira por apostar na financeiriza\u00e7\u00e3o em detrimento da produtividade, mas tamb\u00e9m disse acreditar que o Brasil tem potencial para sair de sua condi\u00e7\u00e3o de inferioridade frente as grandes economias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o tema Engenharia, Tecnologia e aproveitamento dos recursos naturais do Brasil, come\u00e7ou na manh\u00e3 desta quinta-feira (27), no audit\u00f3rio Leopoldo Amaral, da Escola Polit\u00e9cnica da UFBA, o II Simp\u00f3sio SOS Brasil Soberano. 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