Proifes-Federação inicia encontro nacional com debate sobre crise social e econômica que assombra o Brasil

Por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19), programação é realizada pela internet

Os desafios do presente para o Brasil foram discutidos nesta quarta-feira (04/11), no primeiro debate do XVI Encontro Nacional da Proifes Federação. Em pauta, questões relacionadas ao cenário econômico e social, saúde, meio ambiente, cultura e comunicação. O debate foi coordenado prelo presidente do Sindicato Intermunicipal dos Professores de Instituições Federais de Ensino Superior do Rio Grande do Sul (Adufrgs), professor Lúcio Vieira, e o presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte ((Adurn), professor Wellington Duarte.

Inicialmente, Duarte apresentou o texto elaborado sobre o tema e resumiu sua opinião. “Está acontecendo um grande retrocesso no Brasil em vários aspectos e nosso eixo envolve as áreas que o governo ataca todos os dias”, declarou. Segundo ele, a raiz do problema não se encontra somente no governo Bolsonaro. “Com o golpe de 2016, a implementação da agenda ultraliberal já foi colocada em prática pelo governo Temer com o processo de desmonte do Estado”, avaliou.

Duarte argumentou que a EC 95 é a principal inimiga, pois significa na prática o congelamento dos investimentos ao longo de duas décadas. “Este é o acontecimento que deve nortear toda a discussão. Foi com esta emenda que se começou a destruir de forma concreta a possibilidade de recuperação econômica do país”, afirma. “Sem a revogação da EC 95, esse país não vai ter, em momento nenhum, a capacidade para voltar a ter um conjunto de políticas públicas minimamente favoráveis aos mais pobres”.

O docente também criticou a equipe econômica do governo. “A crise econômica no brasil não começou com a pandemia, ela se aprofundou em 2020. Estamos vivendo um cenário ruim acirrado pela pandemia e que revelou a desorganização do governo. A política econômica da atual gestão é não ter política econômica”, refletiu.

Outras questões, como a destruição das políticas de meio ambiente, da cultura e os ataques ao SUS em meio à pandemia foram outros pontos lembrados durante a discussão. Os membros que acompanhavam a discussão defenderam a criação de ações conjuntas para preservar o Sistema Único de Saúde (SUS).

Na ocasião, também foi destacada a importância da mobilização das bases. “Temos que encontrar meios de fazer isso sem que as pessoas estejam vulneráveis. A Covid não é brincadeira”, declarou Wellington Duarte.

Entre as sugestões de encaminhamento, foram destacadas a importância de ações defesa pela manutenção das políticas educacionais envolvendo pessoas com deficiência (PCD), também na mira recente do governo. Por fim, foi destacada a necessidade de encontrar formas de se unir com os demais servidores públicos para barrar a reforma administrativa. “Há a ameaça concreta acabar com as carreiras”, disse Wellington.

Fonte: Adufg Sindicato


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