Por ampla maioria, servidores da UFBA aceitam proposta do governo

Categoria realizará nova assembleia na próxima quinta (23)

21/08/12 – A greve dos servidores técnico-administrativos da UFBA já dura mais de dois meses e, ao que tudo indica, está perto de um desfecho. Na manhã desta terça-feira (21), a categoria realizou uma assembleia que reuniu cerca de 400 servidores no auditório da Faculdade de Arquitetura da UFBA. Por ampla maioria, os trabalhadores votaram pela aceitação da proposta apresentada pelo governo e realizará nova assembleia nesta quinta (23), para avaliar o retorno às atividades já na próxima segunda (27).

A mesa informou os servidores sobre as últimas movimentações do CNG da Fasubra (Comando Nacional de Greve), ocorridas em Brasília. De acordo com os membros do CNG, há uma grande movimentação em todo o Brasil nos últimos momentos da greve, para a avaliação do movimento e das propostas do governo.

A coordenadora geral da ASSUFBA, Nadja Rabello, expôs a orientação do CNG quanto à finalização da greve. “O Comando Nacional orienta o fim do movimento, pois na última reunião o governo deixou claro que não avançará mais nas negociações. No início, tínhamos um governo intransigente que se negava a negociar com a nossa categoria, mas, graças à nossa luta, avançamos no quesito paridade entre os ativos e aposentados, que ganhou repercussão midiática nacionalmente”.

De acordo com o coordenador jurídico da ASSUFBA e coordenador de Aposentados da Fasubra, Paulo Cesar Vaz, foi fundamental o apoio do ministro da Educação Aloizio Mercadante e a intervenção de alguns parlamentares que pressionaram o governo para a abertura das negociações. “Saímos da ‘vala comum’, que é o que está acontecendo em Brasília. Existem outras classes de servidores que não serão contemplados pelo reajuste e o governo já afirmou que o orçamento não é capaz de satisfazer a todos”.

O dirigente lembrou a firmeza com que o comando foi tratado pelos governantes: “Fizemos uma greve como nunca antes tínhamos visto, de forma valente, porém responsável. Quando nos deparamos com o governo dizendo não negociar com a nossa categoria, ameaçando cortar o ponto, que nosso plano de carreira não interessava a ele, resolvemos marchar em direção à conquista de nossos objetivos. E quando menos esperávamos, fomos recebidos e nos foi apresentada uma proposta”.

Foto: Américo B. Barros

Fonte: www.assufba.org.br

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