O Paradoxo da GREVE

Da Diretoria da ADUFRGS-Sindical

Por mais de três décadas, o movimento docente se pautou por uma ação política fundamentada num modelo de organização de trabalhadores, os quais eram submetidos ao processo direto de exploração, como forma de impor uma única visão política, em que o discurso do enfrentamento contemplava o pensamento da categoria. Esta ação se dava nos marcos da luta de classe, na disputa entre o capital e o trabalho.

Foi a partir da conquista da democracia, da necessidade do seu aprofundamento e da discussão sobre o papel da educação pública neste novo cenário, que se desenvolve, e ganha corpo, uma nova forma de pensar o movimento sindical docente.

Com a fundação do Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), em outubro de 2004, o movimento docente cindiu-se em duas alas, com visões e perspectivas diferenciadas, quanto às estratégias e ações políticas a serem desenvolvidas pelos professores. A abordagem sobre a temática docente passou a ser feita por dois discursos antagônicos: os que defendem a total releitura sobre a representação, substituindo velhos instrumentos pelos recursos ligados às tecnologias de informação, que amplia o espaço de interlocução com a maioria dando-lhe voz, e os que se entrincheiram nas formas tradicionais de representação e se recusam a aceitar as mudanças que ocorreram na sociedade. Persiste, entre esses últimos, o “assembleísmo militante”, como forma privilegiada de decisão, onde a representação é construída por uma minoria que, por isso, tendem a perder espaços entre os docentes. Defendem a greve como um fim e não como instrumento da luta, a ser utilizado como recurso máximo de pressão para atingir um objetivo. Vulgarizou-se a greve tornando-a um jogo de um só jogador, onde as Universidades passam a ser bônus a ser conquistados em uma demonstração pífia de “força”. Leia mais…

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