Governo mantém proposta de reajuste para os SPFs e sinaliza para as mesas setoriais

Na reunião dos servidores públicos federais com o Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Sérgio Mendonça, ocorrida dia 07 de julho, os servidores expressaram sua rejeição à proposta de reajuste em quatro anos (5,5% em 2016, 5% em 2017, 4, 75% em 2018 e 4,5% em 2019) apresentada pelo governo. De acordo com o Vice-presidente e Diretor de Comunicação do PROIFES-Federação, Daniel Christino, 39 entidades participaram da reunião. Na mesma tarde, o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais – Fonasef também se reuniu com o MPOG, encontro que havia sido solicitado pelo Fórum.

O Secretário Sérgio Mendonça defendeu a proposta considerando-a boa para o contexto da crise e ressaltou que não pretende aumentar o índice de reajuste.  Ele também explicou que é importante para o governo ter previsibilidade da folha, por isso a insistência em um reajuste plurianual. Entretanto, há margem de negociação para pautas não salariais, como benefícios e carreira que, de acordo com o Secretário, podem ser debatidas caso a caso nas mesas de negociação setoriais. Há também a possibilidade de, a depender do andamento das negociações, ampliar o prazo para entrega das propostas ao Congresso Nacional, que atualmente é dia 21 de agosto.

A Central Única dos Trabalhadores – CUT divulgou nota apoiando a campanha salarial dos SPFs na qual diz que “entende que uma política de valorização dos servidores públicos é um princípio básico do respeito aos direitos dos trabalhadores/as e dos cidadãos, e condição fundamental para avançarmos na consolidação de políticas públicas e serviços de qualidade para a população”.

Caravana em Defesa da Educação. Durante a reunião com o MPOG, docentes, servidores técnico administrativos e estudantes das IFES estiveram diante do Ministério, com cartazes e faixas protestando contra os cortes na educação e exigindo melhores condições de trabalho nas universidades e institutos federais do país. O grupo era parte da Caravana Nacional em Defesa da Educação Pública que, mais cedo, já havia caminhado do acampamento na FASUBRA Sindical até o Ministério da Educação. No MEC, eles protocolaram um Manifesto contra o contingenciamento de mais de R$ 9 bilhões nas verbas para a educação. Também cobraram a participação do MEC nas negociações dos servidores públicos federais com o MPOG. Professores e professoras da UFBA, além de vários estudantes, participaram da Caravana.

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