CUT enfrenta ditadura de Cunha na Câmara

A CUT permanece em Brasília para pressionar os parlamentares na Câmara dos Deputados frente  aos projetos que podem retirar direitos trabalhistas, dentre os quais o PL 4330, que permitirá a terceirização sem limites, e as Medidas Provisórias 664 e 665 que versam, entre outros pontos, sobre pensão por morte, seguro-desemprego e abono salarial.

Na quarta-feira (13), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, concedeu habeas corpus para garantir a entrada de toda a direção executiva da Central Única dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados. Em sua decisão, a ministra disse que o Supremo tem “reiteradamente determinado a expedição de salvo-conduto para franquear acesso das partes interessadas à Câmara”. Isso permitirá que o presidente da Central, Vagner Freitas, e os dirigentes da CUT acompanhem as votações dos projetos e pressionem os deputados dentro da Casa.

Isso ocorre frente a uma conjuntura acirrada em que a chamada Casa do Povo tem ficado cada vez mais distante daqueles a quem deveria abrir as portas. A Câmara dos Deputados é atualmente presidida pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem feito de tudo para restringir a circulação de parte do movimento sindical, especialmente dos que se posicionam contrários aos interesses dos patrões.

Para Freitas, as atitudes do presidente da Câmara são uma afronta aos trabalhadores. “Embora queiramos exaltar o habeas corpus, é um absurdo uma executiva da maior Central sindical do país ter que entrar com uma recurso jurídico para ter acesso à galeria do povo. Mostra que o Brasil precisa se levantar contra Eduardo Cunha, esse ditador. Mais do que caráter jurídico, a medida é política para garantir a democracia”, afirma o presidente da CUT Nacional.

Fonte: CUT

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