O modelo paulista de cotas universitárias é bom?

FOLHA DE SÃO PAULO, 12/01/2013

DE SÃO PAULO

A seção Tendências e Debates abre espaço para a discussão da proposta do governo paulista para ampliar a diversidade social nas universidades estaduais.

A intenção do governo é elevar para 50%, até 2016, a parcela dos ingressantes oriundos da escola básica pública.

Atualmente as taxas globais de USP (28%), Unesp (40%) e Unicamp (31%) já representam mais da metade da meta, mas a proposta é cumpri-la em cada curso universitário, a fim de abranger os mais disputados, como medicina e engenharia na USP –frequentados por não mais que 15% de alunos do ensino médio estatal.

Para debater o assunto, Naomar de Almeida Filho, coordenador da Comissão de Implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia, e Marcus Orione, professor do Departamento de Direito do Trabalho e da Seguridade Social da Faculdade de Direito da USP, defendem seus pontos de vista.

Para Orione, no que concerne “às cotas do governo paulista, elas não atendem às vozes provenientes das ruas”.

Já Naomar de Almeida afirma que alguns países latino-americanos já adotam o modelo e que a proposta paulista, apesar de tímida, está na vanguarda acadêmica mundial.

O modelo paulista de cotas universitárias é bom?

SIM – “Colégios universitários no Brasil”, por Naomar de Almeida Filho

NÃO – “Um projeto elitista e excludente”, por Marcus Orione

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