Como delegada pela Apub, professora Marize Carvalho faz relato sobre o Congresso Nacional da CUT

O Congresso Nacional Extraordinário da CUT, em São Paulo, reuniu cerca de 700 delegados de todo o país. A APUB esteve representada pela professora Marize Souza Carvalho da Faculdade de Educação, a qual integrou o agrupamento pela “defesa da CUT Independente e de Luta” com 29 delegados. Durante o Congresso, houveram mesas de conjuntura com cientistas políticos, jornalistas e movimentos sociais e sindicais do campo e da cidade. A Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo, como sindicalistas e centrais sindicais de vários países se fizeram presentes em solidariedade e apoio a luta para anular os ataques do governo Temer aos direitos e à soberania nacional.

Entre as principais resoluções do Congresso, está um Plano de Lutas visando a retomada da preparação de uma Greve Geral. Este Plano foi amplamente aprovado pelos delegados e terá, como primeiro passo, um dia Nacional de Luta, com mobilizações, paralisações e greves, em 14 de setembro, pela revogação da contrarreforma trabalhista (Lei 13.467), contra o desmanche da Previdência (PEC 287) e o pacote de privatizações do governo golpista. Destaque neste plano de luta é a Campanha, que se inicia no dia 7 de setembro, de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela revogação da “reforma” trabalhista e da lei da terceirização. Instrumento de diálogo com a base dos sindicatos e com a sociedade. A proposta é recolher 1,5 milhão de assinaturas ainda antes da entrada em vigor da Lei 13.487 em 11 de novembro, com manifestação em Brasília para sua entrega, preparando assim o caminho de uma Greve Geral. A campanha espera “contaminar” para além da base da CUT com a adesão da sociedade pela luta ” Nenhum direito a menos!”, tema do Congresso.

Os gritos de “Fora Temer”, que marcaram a abertura e encerramento do evento, materializaram-se em resoluções que rechaçam uma “reforma política” feita pelo atual Congresso de maioria golpista, afirmando que só uma Constituinte poderá superar o apodrecimento das atuais instituições (inclusive o Judiciário), anular os ataques do governo Temer aos direitos e à soberania nacional e abrir a via para as reformas populares necessárias (agrária, urbana, tributária etc). Também foram aprovados manifestos pela ampla maioria dos delegados. Um deles foi contra manobras judiciárias e políticas que visam impedir a candidatura de Lula à presidência; o Congresso afirmou, unânime, que “eleição sem Lula é fraude”.

A defesa da Venezuela contra sanções econômicas e ameaças de intervenção militar por parte de Trump (EUA) e de governos lacaios da região, inclusive do ilegítimo governo Temer, está presente no Plano de Lutas, com a reafirmação do reconhecimento à Constituinte eleita no país vizinho e à participação da CUT no Comitê pela Paz na Venezuela, criado no Brasil.

Em manifesto, a Central conclui dizendo:“A CUT, que combateu o golpe desde a sua origem, que denunciou o seu caráter de classe pró-imperialista, que organiza a resistência aos ataques que o governo Temer e seus aliados promovem contra a nação e os trabalhadores, tem toda a autoridade para liderar, a partir deste Congresso extraordinário, a preparação de uma nova Greve Geral que derrote os planos dos golpistas e devolva a palavra ao povo brasileiro! A hora é agora!”

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