Apub lamenta assassinato de quilombolas na zona rural de Lençóis

A Apub Sindicato lamenta a chacina ocorrida no dia 06 de agosto, que vitimou seis quilombolas na zona rural de Lençóis, na Chapada Diamantina. Os homens, que foram assassinados a tiros, eram moradores do Território Quilombola de Iúna. A motivação do crime ainda está sob investigação.

Manifestamos nossos sentimentos pelo luto dos familiares e de toda comunidade. Expressamos também nossa solidariedade à luta dos povos quilombolas e indígenas pela demarcação de suas terras. Entendemos que, independentemente das causas que levaram às mortes, estes povos são historicamente submetidos à exclusão social, têm direitos negados e são expulsos de seus territórios por grileiros, pela expansão das fronteiras agrícolas e pelo agronegócio.

No caso do Território de Iúna, a comunidade já teve o processo de regularização fundiária iniciado em 2010. Porém, só na Bahia, estima-se que há mais de trezentos processos de regularização de territórios quilombolas em aberto, embora nenhum possua o título ainda.

É preciso chamar a atenção também para a quantidade alarmante de mortes por conflitos de terra no campo brasileiro; foram 37 assassinatos entre janeiro e maio deste ano, de acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), maior número dos últimos 13 anos, que aumentou nos últimos meses.

Para nós, esses dados são a expressão do racismo institucional e da nefasta concentração de renda e fundiária, que ganham força nessa conjuntura de avanço do conservadorismo e das políticas neoliberais.

Só a unidade entre os povos do campo e da cidade, das mulheres, jovens, negros e LGBTTI poderá derrotar essa política de retrocessos sociais, civis e políticos que atacam toda sociedade brasileira.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on email
Email
Share on whatsapp
WhatsApp
Close Menu