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No próximo dia 14 de junho, no Palácio Rio Branco, Centro Histórico, às 17 horas, o jornalista e professor aposentado da UFBA, Emiliano José lança sua nova obra: Waldir Pires, Biografia – 1º volume”. Foram quase seis anos de pesquisa, entrevistas, viagens e redação. No primeiro volume, a história começa em 1926, nascimento do político baiano e se encerra em 1979, quando retorna à Bahia, vindo do Rio de janeiro, depois do exílio. O roteiro começa no povoado Cajueiro, de Acajutiba, e segue por Amargosa, Nazaré das Farinhas, Colégio Central, Faculdade de Direito, orador da turma em 1949, secretario do governo Régis Pacheco, aos 24 anos de idade, deputado federal em 1958, candidato ao governo da Bahia em 1962, professor da UnB, Consultor-Geral do governo Goulart, o golpe de 1964, a fuga, o exílio e o retorno ao Rio em 1970, em plena ditadura Médici.

O segundo volume, que vai de 1979 aos dias atuais, descreve a caminhada de Waldir Pires na resistência democrática, a ousadia da candidatura ao Senado em 1982, ao lado de Roberto Santos, candidato ao governo da Bahia com Rômulo Almeida, como vice. Retrata a paciente construção do PMDB, a campanha das Diretas Já, Tancredo Neves, a vitória eleitoral em 1986, a polêmica renúncia. Descreve  a eleição a deputado federal em 1990, pelo PDT, a fraude na apuração da disputa ao Senado em 1994, a saída do PSDB que caminhou para a direita, a filiação ao PT e sua reeleição a deputado federal. Será ministro da Previdência com Sarney, titular da Controladoria-Geral da União e ministro da Defesa com Lula. A história política de Waldir Pires termina com seu mandato de vereador, em 2016. “Escrevo sobre a longa experiência de um político de impressionante coerência democrática”, afirma Emiliano José.

Para concluir a empreitada, Emiliano José contou com parcerias fundamentais. Todos os familiares de Waldir Pires e, sobretudo, o resgate do livro “Exílio: testemunho de vida”, de Yolanda Pires, sua amada companheira, até morrer em 2005.  Ele destaca o publicitário Jorge Filippe, da Santo Guerreiro; jornalistas Paixão Barbosa, Elieser César, Denilson Vasconcelos; agradece as contribuições de Domingos Leonelli, Sérgio Santana, Paulo Fábio Dantas Neto, Edson Barbosa, como publicitário e militante político; também faz referências a obras de Darcy Ribeiro, Denise Rolemberg, Fernando da Rocha Peres, Luis Henrique Dias Tavares, Milton Santos, Patrícia Valim, Tasso Franco, Waldomiro Santos Júnior, entre outros.