80 anos do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova

Dia 10 de Julho, terça-feira, às 10h, a Câmara Federal dos Deputados em Brasília, homenageia em sessão solene aos 80 anos do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova.

A Apub Sindicato será representada pelo diretor, prof. João Augusto Rocha, convidado pela Fundação Anísio Teixeira,  a participar do evento.

Autores: Dep. Fátima Bezerra, Dep. Paulo Rubem Santiago, Dep. Alice Portugal e Dep. Waldenor Pereira.


Manifesto dos Pioneiros da Educação – a atualidade do discurso

“Faz 80 anos que um grupo de notáveis, entre eles Cecília Meireles, Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando de Azevedo, publicou o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Ousado para a época — 1932 —, o manifesto tinha propostas claras para a Educação no Brasil”.
O Manifesto, assinado por 26 intelectuais brasileiros (23 homens e 3 mulheres), destaca alguns pontos considerados inovadores na intenção de caracterizar a nova educação brasileira tais como: o Estado deve assegurar que todos recebam escola comum e única, abolindo privilégios de classes sociais e que ela deve ser obrigatória, laica e gratuita. Destaca, ainda, que é preciso garantir o investimento nos professores com “formação e remuneração equivalentes que lhe permitam manter, com a eficiência no trabalho, a dignidade e o prestígio indispensáveis aos educadores”. O destaque para o papel do professor é reafirmado no discurso pronunciado por Anísio Teixeira no momento de sua posse no INEP (1952), quando propõe um programa de reconstrução das escolas e revisão de seus métodos introduzindo, em sua formação, o “espírito científico”, percebido como sinônimo de espírito experimentalista, de espírito de investigação e de pesquisa.
O aspecto interdisciplinar presente no Manifesto, aponta para uma interação consolidada entre educadores e cientistas sociais, incentivando o debate das questões que envolviam o processo educativo em defesa de uma educação funcional visando, ao mesmo tempo, o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade onde ele se insere.
Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras, acredita ser a hora de um novo manifesto: “Defendo essa ideia para que a gente avance. Entre os pontos importantes estariam a obrigatoriedade do horário integral, o uso inteligente da tecnologia e o país priorizando a formação dos profissionais”.

Leia mais sobre esse assunto em:http://oglobo.globo.com/educacao/manifesto-pela-educacao-completa-80-anos-na-gaveta-5237034

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